Após meses atacando Banco Master, Flávio Bolsonaro admite pedido de dinheiro a Vorcaro
Diálogos mostram proximidade entre o senador e o banqueiro enquanto Flávio Bolsonaro (PL) publicamente associava o escândalo do Banco Master ao governo Lula e defendia uma CPI.

Veja a cronologia das declarações:
09 de março: Flávio anuncia publicamente que assinou o pedido de CPI do Banco Master.
18 de março: Flávio Bolsonaro publica no Instagram questionando se o esquema seria "Master Lula ou Lula Master?".
23 de março: Nas redes sociais, Flávio diz em vídeo que o "lulopetismo baiano está no DNA do caso Master" e que o esquema é a "cara da esquerda".
O vídeo finaliza com a fala: "Esperamos que Daniel Vorcaro faça a sua delação e entregue tudo que ele sabe ",
24 de março: Em entrevista à CNN, nega qualquer vínculo da direita com o banco: "Essa conta do Banco Master tá longe de chegar perto da direita". Pede a convocação de Gabriel Galípolo e Fernando Haddad para depor sobre agendas não públicas com o banco.
06 de abril: No podcast Inteligência Ltda, inclui o Banco Master em uma lista de "escândalos de corrupção" do governo Lula.
12 de abril: Ataca o chefe da Polícia Federal, chamando-o de "pau mandado de Lula" e alegando que ele "viaja bancado pelo banco Master".
16 de abril: Em entrevista à Jovem Pan, Flávio Bolsonaro classifica o caso como um “escândalo de corrupção” do governo Lula e afirma que as investigações revelariam conexões do banco com o poder político em Brasília. Diz que o nome de Bolsonaro não aparece nas apurações.No fim de abril, o PT exibiu um vídeo em seu congresso nacional em que associava o caso Master ao governo Bolsonaro, nomeando o escândalo como Bolsomaster. O argumento é que as irregularidades reveladas pela Polícia Federal ocorreram na gestão de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central indicado pelo ex-presidente. O material também cita doações de Fabiano Zettel, cunhado e sócio de Vorcaro, à campanha de Bolsonaro.
Em nota, Flávio Bolsonaro mais uma vez acusou o PT de ligações com o escândalo e citou a reunião intermediada por Mantega e o contrato de Lewandowski.

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