Estudante do Pará é destaque em olimpíada de Astronomia e avança para seletiva nacional


 
A estudante Eloísa Rocha, de 18 anos, conquistou destaque na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e foi selecionada para participar do Torneio Seletivo de Astronomia e Astrofísica (TSA) 2026, que está sendo realizado, de 9 a 12 de março, na cidade de Barra do Piraí (RJ). Depois de um bom desempenho nas provas on-line da seleção, a estudante foi classificada para a fase presencial de elite do processo seletivo.

Nesta etapa, os participantes passam por três avaliações: prova teórica, prova de carta celeste e prova em planetário. O TSA funciona como um filtro para a formação das equipes brasileiras que disputarão competições internacionais. Nesta edição, apenas 45 estudantes serão selecionados para treinamentos seletivos avançados. Ao final do processo, serão definidos os representantes do país na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA) e na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA).

Aluna do Coleguium Rede de Ensino, desde 2020, na unidade de Carajás, Eloísa contará com apoio da escola e da Vale para participar da etapa presencial do torneio.

A dedicação aumentou a partir do momento em que a estudante começou a aprofundar seus conhecimentos sobre o universo das competições científicas. “Quando passei para a segunda fase da OBMEP, pesquisei mais sobre as olimpíadas e percebi a importância da OBA e das seletivas. A partir daí, passei a estudar com mais foco para conquistar novas medalhas e tentar chegar a essa etapa.”

Ela afirma que conciliar os estudos do Ensino Médio, vestibulares e a preparação para as olimpíadas foi um dos principais desafios enfrentados. “Além disso, precisei buscar materiais específicos e plataformas criadas por ex-olímpicos para me preparar”, explica.

Apaixonada pelo universo aeroespacial, Eloísa afirma que a experiência pode abrir novos caminhos para sua trajetória acadêmica e profissional. “Sonho em seguir carreira como cientista. No setor aeroespacial, gosto muito tanto da astrofísica quanto da engenharia, mas hoje posso dizer que a astrofísica tem meu coração.”

Ela também destaca a importância do apoio recebido para participar da etapa presencial. “O incentivo financeiro mostra que as instituições acreditam nos seus alunos e na formação de um futuro melhor para o Brasil nas áreas da educação e da ciência. Saber que tenho apoio para viajar e me hospedar durante o evento me deixa mais tranquila para focar na prova.”

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