Celso Sabino segue mudo e desestabiliza analistas na avaliação das eleições no Pará
Desde que foi retirado do núcleo central do governo Lula, Sabino adotou a tática mais sofisticada do jogo político: não anunciar, não negar, não confrontar. Apenas existir. Em tempos de disputa antecipada pelo Senado, existir pode ser mais perturbador do que discursar.
O cenário não é simples. O Pará já tem três forças sentadas nas cadeiras do Senado: Beto Faro, identificado com o campo governista federal; Zequinha Marinho, com base consolidada no eleitorado evangélico; e Jader Barbalho, patriarca político e pai do atual governador. Não há vazio institucional. Há disputa por espaço simbólico e por território eleitoral.
É nesse ambiente que o governador Helder Barbalho decidiu apostar numa chapa “puro-sangue”: Hana Ghassan pelo governo - sem vice sequer cogitado até agora - e o presidente da Assembleia Legislativa, Chicão Melo, para uma das vagas ao Senado Federal. A lógica é conhecida: controle interno, blindagem contra dissidências e redução do risco de traições. Ninguém entra, ninguém sai, mas há tentações.
Sabino não precisa se declarar pré-candidato - embora já o tenha feito reiteradas vezes - para se tornar alternativa. Basta manter a ambiguidade. Celso Sabino parece guardar segredos políticos e estratégias tumulares. Seu nome circula como possibilidade, como plano B, como ponte com setores de dentro e daqueles que não se sentem contemplados pela chapa fechada. O simples fato de não estar oficialmente na lista de A ou de B já o coloca dentro delas. E listas circulam no mercado político ultimamente, para o bem, ou para o mal



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