Professor abusava de meninos na escola em troca de notas e dinheiro
um homem de 46 anos, que se passava por professor dedicado em escolas públicas, foi preso pela Polícia Civil do Espírito Santo, por meio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), na quinta-feira, 8.
Segundo a polícia, o homem se aproveitava da condição de professor para aliciar, assediar e abusar de alunos, de 10 a 16 anos, na Serra e em Vila Velha.
O caso foi divulgado pela Polícia Civil do Espírito Santo nesta segunda-feira (12). Os crimes ocorreram em 2023 e 2024.
As investigações revelam um padrão repugnante de aliciamento: aproveitando-se de sua posição, o homem selecionava alunos de escolas públicas, os seguia em redes sociais como o Instagram – ativando modos de mensagens temporárias para encobrir rastros – e os bombardeava com convites insistentes para “saídas”.
Quando um menino de cerca de 14 anos tentou rejeitá-lo ao afirmar que gostava de mulheres, o predador escalou para o envio de imagens de mulheres nuas e conteúdos pornográficos, ignorando completamente os limites e a orientação sexual da vítima. Esse não foi um incidente isolado; o homem armazenava pastas organizadas com material sexual explícito, separadas por escolas e com iniciais das vítimas, como se fosse um catálogo de troféus de sua depravação.
A primeira denúncia chegou à polícia em novembro de 2024.
"Uma mãe informou que o filho dela, um adolescente de 14 anos, mantinha uma conversa de cunho sexual com um professor na cidade de Serra. A escola não foi omissa, fez um papel fundamental para iniciar a investigação", explicou a delegada Thais Cruz.
Outras denúncias foram feitas ao longo do processo e até o momento oito vítimas foram identificadas.
Durante uma operação de busca e apreensão na casa do professor, a polícia encontrou material envolvendo crimes sexuais online.
Não há informações sobre o tempo que o investigado trabalhava como professor, mas no material apreendido há fotos que indicam que ele pode ter feito mais vítimas em escolas antigas por onde ele passou.
A Polícia Civil pede que possíveis vítimas do professor entrem em contato para ampliar as investigações.




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