Paysandu é alvo de 16 ações trabalhistas que somam mais de R$ 17 milhões

 



Nas últimas semanas, o Paysandu passou a conviver com uma avalanche de ações trabalhistas, movidas por jogadores, ex-jogadores e profissionais que atuaram no clube. Somente em 2025, são 16 processos, com valores que ultrapassam R$ 17 milhões.


Esse contexto ajuda a explicar a sensibilidade da comunicação oficial. A renúncia de Roger Aguilera, formalizada após semanas de pressão interna, encerrou uma gestão marcada por dificuldades financeiras, cobranças judiciais e desgaste público.




Com a saída, Márcio Tuma assumiu a presidência para concluir o mandato até o fim de 2026. A troca no comando, no entanto, não foi suficiente para reduzir a tensão com a torcida, especialmente nas redes, que se tornaram um dos principais termômetros da insatisfação bicolor.


a partir de consultas individualizadas, aponta que o clube alviceleste é réu em 16 ações trabalhistas ajuizadas exclusivamente neste ano, cujos valores das causas totalizam R$ 17.714.142,82.


O recorte considera somente processos que tramitam no TRT-8, responsável pelas demandas trabalhistas no Pará e no Amapá, não abrangendo ações em outros Tribunais Regionais do Trabalho, nem processos cíveis, federais ou administrativos. As reclamações são de atletas que atuaram em 2025 no clube, bem como em anos anteriores, e de profissionais que prestaram serviços em diversas áreas do bicolor paraense.



O texto informa que algumas ações de anos anteriores não entraram no levantamento, como o processo do ex-treinador Hélio dos Anjos, que acionou o Paysandu em 2024. Em 2025, o clube foi condenado em 1ª instância a pagar R$ 2,3 milhões, decisão mantida no 2º grau do TRT8, embora ainda caibam novos recursos.


Entre as ações ajuizadas apenas em 2025, o maior valor é o processo do atacante Rossi, de R$ 5,15 milhões, seguido pelo do volante Leandro Vilela, estimado em R$ 4,06 milhões. Nos dois casos, os jogadores conseguiram a rescisão contratual na Justiça após comprovarem irregularidades e atrasos salariais por parte do clube.


Também figuram entre os processos de maior valor as ações ajuizadas pelo volante Andre Lima (R$ 1.616.030,00), atacante Dalberto (R$ 1.152.300,00) — que atuou pelo Paysandu entre 2022 e 2023 — e a execução movida pelo Ministério Público do Trabalho, no valor de R$ 1.534.738,48. Nessa última, o Paysandu também foi condenado ao pagamento do valor pedido pelo MPT, e a ação se encontra na fase recursal.



Durante coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira (22), horas após a renúncia de Roger Aguilera do cargo de presidente no Paysandu, o primeiro vice e agora empossado mandatário bicolor, Márcio Tuma, ao ser questionado por jornalistas sobre esses problemas jurídicos e financeiros, disse que as dívidas e processos movidos por atletas exigem um plano estruturado, sendo apresentado publicamente dentro de 90 dias.


“Vou me comprometer pessoalmente a, no prazo de 90 dias, apresentar um plano para que a gente veja a melhor maneira de pagar esses débitos”, afirmou, reconhecendo o impacto das demandas no dia a dia do clube.




Ele também ressaltou que os valores pedidos nas ações costumam ser superiores às condenações finais, mas que não podem ser ignorados no planejamento da gestão. "A gente sabe que o valor da causa assusta, mas o histórico mostra que os valores são bem inferiores nas condenações, mas, por ser do jurídico, isso me incomoda bastante", disse Márcio Tuma.



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